sábado, 21 de setembro de 2013

O sopro da vida!


O sentimento ainda pulsa muito forte, mas venho aqui com a pouca sanidade que me resta dizer um obrigada.
Tem muita coisa acontecendo dentro e fora de mim que não consigo organizar, mas eu decidi passar por todo esse processo pensando no positivo.. Começo a perceber que a vida é um sopro, frágil e singelo, e a dor é um sentimento tão verdadeiro que se torna bonito, é belo ver o corpo reagindo aquilo que você sente tão intimamente, é poético.  É poético e bonito como a passagem do meu pai, foi gratificante ver que meu pai viveu de fato 54 anos, a vida não passou por ele, nem ele por ela, ele pegou, sentiu, cheirou o gozou da vida, usou de todos seus sentidos em todos os lugares que pode e quis, ele viveu. Ele fez tantos amigos que não se pode mensurar, tem tanta historia, boa, ruim, engraçada, de medo, de todo jeito... Ele viveu. Ele riu alto tantas vezes a ponto de nos incomodar, era amante da alegria, para aqueles que conheceram meu pai ficam só boas lembranças, de risos, de força, perseverança e de felicidade. Não escrevo aqui com a demagogia que se escreve dos mortos, falo com a propriedade de quem esteve ao seu lado, e quem teve o privilegio de ouvir sua gaita e suas historias sabe do que estou falando.... Ele viveu. Foi prazeroso  ver o velório do meu pai cheio de risos em meio aos choros, e tantos contos desconhecidos, tantas pessoas nunca vista por mim, com o mesmo proposito de dizer um tchau a aquele ser único. Eu ouvi um monte de coisa especial, quantas pessoas meu pai ajudou, quantas ele acreditou, quantas ele esteve junto, quantas ele apoiou, quantas ele cativou... O meu pai viveu... Eu li uma mensagem de uma amiga que dizia o “Lúcio foi um ser humano que na sua autenticidade fez a diferença em sua existência’’, ele fez a diferença na existência de muitas pessoas, e disso eu já sabia, mas nesses dias em que ele esteve de despedida, eu vi e constatei, foram muitas ligações de todos os lugares do pais, pessoas se deslocando, cada um na sua fé, na sua crença, com o proposito de emanar um algo positivo, foi delicioso sentir, ver e ouvir tudo isso, o meu pai de fato viveu e cativou. De todas as coisas mais lindas que já vi, a amizade é a mais forte, ela constrói lealdade, gratidão, divisão, amor... O meu pai foi um amigo, amigo de muitos, foi minha grandes  inspiração, e eu... Eu sou uma felizarda por ter essa pessoa linda junto a mim, e por ter criado laços tão fortes  quanto os dele.  Neste momento dolorido eu percebi que meus amigos (isso inclui minha família), aqueles de longe, de perto, de ligar uma vez no ano, eles são de verdade, eles são reais, e eles estão comigo, e eu agradeço a meu pai por ter me ensinado a arte de amizadear, e agradeço a meus amigos pelo laço verdadeiro. Vocês foram essenciais...  
Irmãos, vocês foram fundamentais, mãe, você foi fundamental, Yuri, você foi fundamental.

A meu pai, minha eterna gratidão por seu exemplo.

Me permitam  um conselho... Viva com intensidade e alegria, organize sua existência, ame as pessoas, e vá dizer a quem te faz feliz o quanto ela representa a você, é um importante dialogo, mesmo que seja de gestos, faça agora, não deixe pra depois que o depois é muito incerto.

Que a paz estejam com vocês sempre..... Comigo, minha família e com meu pai.

PS: Mais uma vez o pequeno príncipe, cabe como uma luva no meu momento, a leitura é grande mais vale a pena.


Diálogo entre o principezinho e a raposa, capítulo XXI do "Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry.

   E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu?  perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativastes ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
 Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?      - Sim.
- Há caçadores nesse planeta?   - Não.
- Que bom! E galinhas?    - Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua ideia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho. - Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada! - Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas que estão no jardim. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele… - Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples:

SÓ SE VÊ BEM COM O CORAÇÃO. O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…


Pai você me cativou......  Te amo!


sábado, 27 de julho de 2013

Vai menina Carol....

Quando cheguei no Rio de Janeiro não conhecia ninguém, parte alguma, cor nenhuma.. Foi difícil o início mas não mais difíceis que outros, e com certeza o tempo traria pessoas especiais para junto de mim, eu estava a esperar. Depois de pouco tempo conheci a pessoa mais incrível de toda a minha experiência Rio de Janeiro, afirmo sem demagogia, a pessoa mais especial... Yuri  insiste em dizer que um dia largo ele e fico com Carol hahahah... Porque quando a encontro meu dia muda, meu humor muda, a energia muda, o sentido das coisas mudam, em em vários momentos, em situações difíceis me pego pensando.. O que será que Carol faria no meu lugar hahahhaa, simplesmente porque a acho madura, coerente, simples (o que falta em tantas mulheres), e acima de tudo humana. Em uma dessas conversas sobre Carol cheguei a seguinte conclusão: ... Carol é o samba... O samba, aquele que faz você se mexer, rir sem querer, flutuar..  É leve, é macio, é lindo. 
Minha querida Carol estamos juntas a tão pouco tempo, mas já aprendi coisa pra mais de uma vida com você, me sinto realmente lisonjeada  por fazer parte desse seu grande dia tão intimamente, ser sua madrinha significa muito. 
Rodrigo só uma grande pessoa para estar com alguém como essa eterna menina ... Você também é muito querido e especial!

Desejo a vocês tudo aquilo que balança, que é lua de mel, que cheira bem e faz sorrir....

Te devolvo o que um dia me destes.......


" Vai menina....
Fecha os olhos
Solta os cabelos
Joga a vida
Como quem não tem o que perder
Como quem não aposta
Como quem brinca somente
Vai, esquece do mundo
Molha os pés na poça
Mergulha no que te dá vontade
Que a vida não espera por você
Abraça o que te faz sorrir
Sonha que é de graça
Não espere!
Promessas,vão e vem
Planos, se desfazem
Regras, você as dita
Palavras, o vento leva
Distância, só existe pra quem quer
Sonhos, se realizam, ou não.
Os olhos se fecham um dia, pra sempre.
E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só."


Pronto..é isso!

Te amo querida Carol!

sábado, 29 de junho de 2013

O vírus

Da série inquietações....

Faz tempo que venho pensando que a internet é um vírus insuportável, pessoas andam conectadas demais em suas várias paginas e conectadas de menos no que andar da vida real. Este me parece um assunto tão saturado, mas vou expor meu descontentamento mesmo assim. Constantemente estou numa conversa e derrepente me encontro sozinha nela, porque a pessoa ao meu lado simplesmente resolveu ver seu Facebook, whats up, Email... Surge um incomodo tão profundo, não consigo ainda achar normal estar ao lado de alguém que permanece o tempo inteiro grudado no seu telefone/vida móvel. .. Da mesma forma que não consigo achar normal uma pessoa que ao acordar a primeira coisa que faz é ligar seu computador, com tantas coisas pra perceber ao acordar, você escolhe perceber todas as noticias mundiais, as crises, as guerras, a vida do seu amigo, onde ele foi comer na noite passada, as fotos de alguém sem importância nenhuma, a vida agora é assim? Isso não pode ser normal, e se for, me internem por favor, eu não mais pertenço a esse mundo, acho tão anormal, que chamo de compulsão! E eu? Eu adoro o facebook, gosto de me corresponder com meus amigos, gosto muito dos blogs e tanta ideias novas, ideias geniais que só vejo na internet, videos que morro de rir, eu adoro esse espaço de gente inteligente, meu desgosto é pelo excesso... Pessoas não tem mais tempo livre, elas estão TODOS os momentos fazendo algo, e se por acaso surge um tempinho pra descansar, isso nunca acontecerá longe do computador, essa tela passou a ser a forma de descontração das pessoas...
Eu já vi muita gente perdida sem saber o que fazer porque se deparou com um lugar que não tinha internet, pessoas em grandes viagens, em lugares maravilhosos simplesmente se sentirem vazias porque estavam desconectadas da internet, mal sabe essa pessoa que ela está desconectada dela!
Eu ainda vivo o ecstasy de estar de fato com alguém, da mesma forma que quando como, eu tento somente comer, estou inteira na relação comida, eu, paladar... Poxa vida, canso de ver as pessoas comendo e teclando, correndo no parque e teclando, ai tudo passa despercebido, mil coisas acontecendo na vida real e você o mister conectado que sabe de tudo, que tem todas as informações não percebe, não percebe o parque, não percebe seu corpo, seu espirito, suas emoções, percepção zero do seu próprio eu, e tantas coisas que realmente são importantes a sua volta, e percepção 10 plus do que ta rolando em todos os sites e blogs.... Minha conclusão é que começamos a fugir do real, porque o real inclui sofrer, analisar, ficar só, sozinho e solitário, é quase insuportável, com isso notasse a quantidade de pessoas que ficam entediadas com tamanha rapidez, não tem absolutamente nada pra preencher aquele espaço, sua própria existência não é suficiente é necessário algo palpável,um olhar não serve, um pensamento não serve, observar algo não serve, contemplar não serve ... Serve informação, informação, informação, estamos cheio explodindo e transbordando de informações e somos incapazes de ouvir um amigo de verdade, abraçar alguém, fazer carinho infinito de 10 minutos, fazer quantidades extraordinárias de cafuné...Com tanta coisa linda pra sentir, cheirar, ver e pegar, nós estamos cada dia mais cheios de nada e vazios de coisas.


É muita internet pra pouca relação...



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fragilidade das relaçôes;;;

Que eu adoro a modernidade a tecnologia disso eu não tenho dúvida alguma, facilita minha vida em tantos aspectos que já não sei nem me portar num planeta a par de todas essas maquinas.... Mas vivemos um momento tão moderno e tão volúvel que até eu, a pessoa mais volúvel das volúveis, me sinto apegada a coisas, porque sei que elas se vão com tanta rapidez, me sinto arcaica a cada tapa na cara que levo dos meu amigos virtuais. Tenho me sentido incomodada, e acredito que meu sopro de chateação se deve a essa aceleração de vida, dessa facilidade de encontrar coisas, e comprar coisas, e abandonar coisas, tudo é acertado pelo lado mais fácil, não tem esforços, e as relações ficam enfraquecidas. Tenho observado grandes filósofos, psicólogos, astrólogos, religiosos e osos e osos discutindo essas mesmas questões que tem me intrigado, a fragilidade das relações e eu sempre escuto/leio com grande curiosidade essas figuras que lançam suas queixas sobre o enfraquecimento dos laços. Muitas dessas indagações vem da leitura do pensador Bauman, pelas duras palavras deste, revejo muitas de minhas ideias e argumentos baratos sobre este e muitos outros assunto ...
De fato as nossas relações estão podres... As relações não são relações ... As relações tornaram-se análises... Análise de sua vida, análise de sua historia, análise de sua capacidade de ler, escrever, digitar, de quantos quadrados você desenha em menos tempo....Analises tão superficiais que dá nojo... Até sua conta bancária entra nessa...
O que me entristece é que estamos perdendo aquela coisinha que vem antes do intelecto, aquele feeling que vem antes da pergunta, estamos perdendo e não dando nenhuma lugar a nossa intuição, cadê o olho no olho? cadê a conversa, o papo, cadê a confiança, cade o arrepio de pele, ou o repelir de santo, não tem mais... Não tem, porque tudo está no papel, ta tudo no chat, ta tudo no iphone, ta tudo em algum lugar que não é na sutileza do sentir, do observar, do cheirar, do olhar, os sentidos estão perdidos, porque as relações são todas racionais e só servem quando convenientes, os esforços são mínimos até porque não temos tempo pra mais que o mínimo .. Isso tudo me corrói, me maltrata, e me vejo nesse meio de pessoas que não me olham no olho, não veem a luz da minha áurea e muito menos percebem meu sorriso verdadeiro, pessoas só enxergam o rótulo.


.............

http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/andy_puddicombe_all_it_takes_is_10_mindful_minutes.html?source=facebook#.UZeRECk7rW1.facebook

domingo, 2 de dezembro de 2012

El viaje!



........Um sentimento de liberdade paira em minha pele, liberdade física mesmo, de ir, de voar, de abrir os braços e poder pegar o que eu alcançar...

Esse fim de semana fiquei pesquisando sobre a viagem que farei nos próximos meses, o destino será Bolívia, Peru e Chile.... Pesquisa aqui, pesquisa ali, onde vamos, e Yuri acabou encontrando o blog de uma garota muito bacana, ela fez uma rota que faremos e inspirada por ele comecei a segui-la, quase que compulsivamente rs ...

Elaine... Esta é a seguida...

Elaine está em um ano sabático, resolveu largar o caos da cidade e entrar em caos com sigo mesma pela America do Sul, transcrevo suas palavras: "Questões do dia-a-dia de uma mulher de 32 anos de classe média que vive em São Paulo como a construção e investimento em carreira, a idade certa (ou errada) para ter filhos, viver com mais liberdade ou com mais segurança financeira e fazer certos sacrifícios em prol de uma ideologia de vida me perseguiam e aumentavam o medo de que, viajar por um ano não era, afinal, uma decisão muito sábia."
É Foda!.... Quanta coisa... Deixar pra trás, abandonar, sair da zona de conforto é sempre doloroso, e voltar a ela dói mais ainda.... Nesse momento muitos me inspiram com seus ideais, com suas condutas, com sua força. Primeiro meu querido Yuri que me cutuca com histórias, e sua ânsia de desbravar o mundo, depois e não menos importantes meus amigos de longa data, meus amigos que se movem, essas pessoas que são fortes, que lutam pra sair de uma inércia propiciada pelo momento em que vivemos, pelo estilo de sociedade em que estamos inseridos, eu fico satisfeita com essas pessoas, por te-las mesmo que platonicamente, mesmo que pela tela do computador, somente suas palavras já me nutrem, e me mantem firme na difícil tarefa de não cair numa rotina que destrói a magia do ir e vir, sinto uma leve sensação de paz por saber que essas figuras pairam por ai, e que eu posso encontrá-las a qualquer momento, é somente questão de sair do armário...

Nada é mais inspirador que uma história real, uma história de amor, coragem e dor, de amor por você, por suas conquistas internas, amor por suas próprias questões, amor por essas pessoas lindas e especiais que encontramos quando estamos de coração aberto, de amor por essa coragem que te impulsiona a percorrer caminhos que por vezes, muitas vezes são difíceis, uma história que tem sempre a dor da partida, a dor da mudança, a dor da incerteza, a dor da miséria, a miséria de amor, a miséria de bondade, liberdade, miséria de paz... São essas historias que me alucinam, história de pessoas que não são covardes, pessoas de verdade, que enfrentam seus próprios anseios, que choram, se emocionam, que tem medo, mas não o medo da mudança!

Ansiosa para a viagem!!!

Blog da Elaine http://blog.elainesantana.com.br/

Paz

domingo, 25 de novembro de 2012

Os rituais!

Um breve escrito sobre o sentimento e os rituais de passagem......


E o que é um ritual???? E pra que serve o ritual?

Estive pensando e percebi que participei de poucos rituais de passagem nesta vida, aqueles que você passa de um status para outro.. Fui batizada (o que não lembro) e fiz uma segunda comunhão na igreja católica, o que me lembro bem e também me recordo do sentimento, no momento eu sentia que pertencia definitivamente aquele espaço , que nada nem ninguém me faria diferente, que eu pertencia aquela classe, e que sim eu passei de quase pagã a ... a alguma coisa que não entendi bem no momento, mas que foi de extrema importância no exato instante .. Quando tive meu primeiro período menstrual porem não houve um ritual e confesso que me senti completamente fora de mim, e afinal agora eu era quem? Porque aquilo teria que acontecer? Foi confuso e não me senti nem mais nem menos mulher por isso, com o tempo percebi o quão é importante a existência desta cerimonia, deste momento dedicado a: Sim agora você é uma mocinha! E eu me sentiria incluída do mundo das mocinhas... Existe alguns escritos e pesquisa sobre esses rituais com os meninos também, muito convincente inclusive, acredita-se até que a metade da confusão dos adolescente se dá pela ausência desses rituais..
E todas essas linhas para chegar a um ponto....

O Diogo e a Priscila!


Fim de semana passada fui ao casamento de uma pessoa de muito valor para mim, confesso que o ritual casamento ocupa pouco espaço dentro dos muitos pensamentos que perturbam minha sanidade....

Viajei do Rio para São Paulo para o CASAMENTO, e quando eu não podia ir a reunião do trabalho, e curtir os babados do fim de semana carioca e o motivo era o casamento, tudo era perdoado, era como se... Eu não posso... E a resposta seria: você é a pior pessoa do mundo.. Mas o motivo é que eu vou em um casamento..Ahhhh porque não disse antes, ta perdoado... De fato esse ritual ainda é muito almejado e respeitado pelas pessoas...

Pintei a unha, botei laquê no cabelo, me vesti conforme as regras, dentro dos meus limites de noção de estilo (que as vezes é pequeno)... Assim que entrei avistei todas aquelas pessoas e logo mais vi meu querido..... Meu querido Diogo, a cara de nervoso dele me deixou completamente desequilibrada, na minha cabeça só passava a questão, porque ele ta assim, logo o Diogo... Mas por algum motivo comecei a ficar nervosa também hahahhaa

Quando aquela menina mulher entrou...

A Priscila é linda! Mas a noiva Priscila .... As noivas tem algo de magico realmente, tudo é diferente, tudo é permitido a elas naquele instante. Eu me emocionei várias vezes, eu fiquei nervosa, o que eu queria era pegar meu amigo no colo e acalmá-lo mas depois percebi que era isso mesmo... Você está passando de uma posição a outra, e o melhor.. Você está passando consciente e com isso vem os medos e conflitos, mas é lindo saber o que está acontecendo...

Eu não sei quando comecei a ser adulta, entrei nesse jogo sem ser avisada, muito menos percebi quando deixei de ser criança, foi pior que virar adolescente. E quando deixei de ser uma professora e me tornei uma educadora? Acho justo esse comunicado, afinal eu sou casada? afinal eu sou experiente? afinal sou adulta? afinal eu cresci? afinal já posso ser mestre? afinal já posso dar conselhos? Em que fase estou?

PS: Esse foi um casamento especial, me fez pensar muito, me fez ver coisas em novos anglos, e com certeza foi o melhor casamento que já fui.... !!!!!













sábado, 12 de maio de 2012

O corpo

Copo pelo dicionário:
(latim corpus, -oris)
1. Tudo o que ocupa espaço e constitui unidade orgânica ou inorgânica.
2. O que constitui o ser animal (vivo ou morto).

Corpo por Platão:
O corpo humano consiste em três partes: cabeça, peito e baixo-ventre. A cada uma dessas partes corresponde determinada característica. A razão pertence à cabeça, a vontade ao peito e o desejo ou o prazer ao baixo-ventre. Cada uma dessas características possui também um ideal ou uma virtude. A razão deve aspirar à sabedoria, a vontade deve mostrar coragem e os desejos devem ser controlados, a fim de que o homem possa exercitar a temperança.

Corpo por Halanne:
Amontoado de emoções que não convém explicar, a "coisa" se sente e pronto...

Por vezes me perguntam o porque cursei Ed. Física levando em consideração minha não aptidão pelos esportes e afins (primeiro que E.F. é um tanto quanto ampla) e minha resposta é sempre a mesma, porque eu gosto do Corpo, o molejo, o movimento, o balançar, o andar, é tudo tão charmoso, é tão admirável ver um corpo indo e vindo, se remexendo, rodopiando, o rebolado de uma moça passando, um rapaz flertando..O corpo que sente, que não mente, o corpo que é belo... Não me refiro unicamente aos músculos, veias, células, é sobre um corpo inteiro que escrevo, filosófico, espiritual, e principalmente sobre a beleza do sentir deste corpo!
Mudando de assunto, mas continuando no corpo, esses dias fui a casa de uma amiga e quando cheguei ela estava vendo umas fotos de uma atriz que caiu na internet sem sua permissão, nas fotos a mulher aparecia nua, olhei por uns instantes e pensei que desrespeito invadir o espaço de alguém desta forma, depois a raiva alheia passou e restou o lugar para a admiração daquele corpo, que mulher linda, que belos seios, corpo harmonioso, não falo da magreza que assombra o mundo das "celebridades" era uma foto verdadeira, de aceitação e admiração do é que de fato dela, uma foto livre.... Terceiro pensamento: Quantos paradigmas ainda nutrimos acerca do corpo físico, porque uma foto tão bela nos causa tanto assombro? é fatigante não podermos nos tocar mais, dançar mais, se expressar mais, nos acariciar mais, vivemos em um constante pensar se devo, o jogo da razâo.. Estamos em evolução sim (No BR pelo menos) se pensarmos em poucas décadas, e me sinto aliviada por fazer parte deste momento, mas por vezes percebo como contribuímos para um aprisionamento do movimento, do SENTIR.. E o pior é que esta trava passa despercebida por nós.
Não existe nada mais entorpecente que um arrepio no braço, um cafuné, dedos perdidos nos cabelos, olho fechado, beijo na boca, nariz com nariz, aperto com força, é de se descontrolar...
Eu gosto de viver a razão, me sinto bem nesta condição, manejo minha psique da forma que acho válida, entre trancos e barrancos vivemos uma relação de amor e ódio, e ela devo muito, mas quando acontece na pele.. Quando o ar se vai, quando o descontrole toma lugar.... É simplesmente bonito!

O corpo é maravilhoso, é importante admira-lo é importante sentir!!!!